Coma gordura, corredor!

19/07/2016 17:17

Nutricionista Isabelle Mastelaro*

 
Você, corredor, muitas vezes já deve ter se perguntado se a gordura da alimentação pode comprometer o desempenho em seus treinos e provas.
 
Em primeiro lugar, todos os tipos de gordura são essenciais para o funcionamento adequado do nosso organismo. Popularmente, são subdivididas em gorduras “boas”, as fontes lipídicas mono e poli-insaturadas; e gorduras “ruins”, a saturada e a trans.
 
As mudanças alimentares que ocorreram nas últimas duas décadas nos levaram a um padrão dietético com elevado consumo de alimentos ricos em gordura saturada. Hoje queremos praticidade, mas muitas vezes não nos atentamos para a composição dos alimentos “práticos” que consumimos.
 
O consumo de gorduras saturadas associado também com maior ingestão de gorduras trans é relacionado com elevação do colesterol LDL e aumento de risco cardiovascular. De maneira geral, o que temos é a gordura saturada consumida em excesso, presente em frituras, alimentos industrializados e itens de origem animal (leite e derivados, carne, ovos) elevando a concentração de colesterol no sangue.
 
É preciso então ter equilíbrio. Já sabemos onde estão as saturadas. O que mais podemos incluir nas gorduras da alimentação?
Dentre as gorduras “boas” temos o azeite, que possui gorduras mono e poli-insaturadas, e o abacate, um fruto muito saboroso que possui cerca de 50% da composição de sua polpa com ácido oleico (gordura monoinsaturada), sendo que a outra metade possui ácidos graxos saturados e poli-insaturados. Em um mesmo alimento temos vários tipos de gordura e por isso não temos um “vilão” ou “mocinho”, precisamos apenas balancear as quantidades que consumimos.

 
Castanhas!
Algo que tem se tornado muito comum na rotina do brasileiro é o consumo de oleaginosas ou castanhas, conhecidas como: amêndoa, castanha de caju, castanha do Pará, avelã e nozes, que possuem cerca de 50% da sua composição lipídica advinda de gorduras mono e poli-insaturadas. As oleaginosas também possuem gordura saturada em sua composição, em quantidades distintas entre si, e por isso a quantidade diária a ser consumida deve ser sempre orientada pelo profissional Nutricionista.
 
Não poderíamos esquecer dos ômegas, que tem conquistado um espaço cada vez maior no mercado. Embora o consumo regular de peixes auxilie na obtenção de ácidos graxos essenciais como o Ômega-3, existem diferenças dentre os tipos de peixe. Os peixes de origem marinha, como a sardinha e o salmão, geralmente apresentam quantidades maiores de ômega-3 e ômega-6 quando comparados com os peixes de águas continentais. Isso ocorre, devido à maior quantidade desses ácidos graxos no fitoplâncton (algas) que serve de alimento para os peixes de águas frias e mais profundas.
 
Já deu para perceber que as gorduras são complexas né? Temos grande variedade e cada uma com sua funcionalidade. Sendo assim não sejamos radicais na exclusão desse item de nossa dieta, vamos apenas conhecer melhor cada tipo e assim saber dosar suas quantidades no dia a a dia. Quer saber mais como incluir as gorduras de forma saudável? Procure um profissional Nutricionista e tenha suas dúvidas esclarecidas em uma dieta individualizada.
 
 
Um grande abraço e até a próxima coluna aqui no site do corredor de rua!
 
*Colunista do VaiCorrendo.com, Isabelle Mastelaro é graduada pela Universidade de São Paulo (USP) e atua em consultório particular com ênfase em emagrecimento e reeducação alimentar. Atendimento individualizado e em grupo. CRN-3 46886 / Contato: (16) 3624-5343
 
 

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