Do 'nunca' para o 'sempre', de 2010 a 2015, lá se vão cinco anos correndo e me divertindo

02/12/2015 08:28
Sabe aquela do "nunca diga nunca"? Pois é, passei a me considerar prova viva de que, realmente, é uma veracidade em forma de expressão. A explicação é simples e reflete o meu lado atleta amador, assim como o de vocês. Enquanto criança, ao ver meu pai participando de inúmeras corridas de rua em Ribeirão Preto, e de maratonas no Rio de Janeiro e em Blumenau, sempre disse a ele que jamais faria algo parecido. Faltava vontade, interesse, e não encontrava motivos para valorizar aquele esporte. Na minha cabeça, sair correndo sem ter a chance de conquistar uma vitória era tão inútil, sem graça, quanto mascar um chiclete sem sabor. Acho que eu fazia parte turma que vive pergutando: "e aí? ganhou?".
 
Depois de tudo aquilo que eu dizia quando criança, olha eu aqui, agora adulto, completando cinco anos como corredor amador! Da mesma maneira que demorei para gostar desse clima todo, tive um pequeno atraso quanto às datas. Meu "aniversário" como atleta amador foi no sábado passado, dia 28, mas só agora me dei conta do fato - tá valendo, comemorei, sem saber, correndo no dia 29 com uma boa marca para a ocasião: 5 km em 23min46s na Viva a Vida Savegnago, em Sertãozinho!
 
A primeira a gente nunca esquece
Eu me lembro como se fosse hoje desse 28 de novembro de 2010, quando definitivamente entrei para o mundo das corridas. Como jornalista, havia ganho a inscrição da terceira etapa da Série Delta, de Ribeirão Preto. Meses antes, também havia sido convidado para uma Track&Field, mas "pulei fora". Até que criei coragem e sai da esteira - nessa época, já eram dois anos de fortalecimento e treino na academia, mas sem a ideia de um dia participar de provas.
 
A grande dúvida, então, passou a ser o percurso: 5 km ou 10 km? Eu não tinha noção nenhuma do que eram 10 km. Eu pensava ser uns três quarteirões, apenas. Mas fui lá, incentivado pelo Tiago Tibério (este mesmo do VaiCorrendo.com) e me escalei nos 10 km. Foi um sofrimento só. A prova era City Ribeirão com sobe e desce, duas voltas. Ah, tive de caminhar, não dava, não! Enfim, depois de 1h02min27s, conquistei a minha primeira medalha, há cinco anos. Lembro de a ter colocado no pescoço do meu pai, que foi me acompanhar na corrida. Alí ele devia ter pensado: "viu só, ignorava o meu esforço, né [risos]".
 
O único problema pós-prova é que doía tanto, coxas e panturrilhas, que eu mal conseguia andar. Só voltei a correr uma prova de verdade em julho de 2011, na mesma Delta e no mesmo local, mas dessa vez nos 5 km. Aí sim, as coisas começaram a encaixar. Corrida de 10 km, só voltei a fazer em julho de 2012: 11 minutos a menos que a primeira, em 2010.
 
Virei dependente das corridas e hoje, cinco anos depois, ouço da esposa: "mas você tem que ir em todas, mesmo, Rafa?" Claaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaro que sim!! Haha! Neste momento, no meu quinquênio, são 93 provas oficiais concluídas e 98 medalhas por conta de alguns medalhões. Já foram duas de 21 km, três de 15 km (São Silvestre), duas de 10,5 km, 32 de 10 km, 1 de 9 km, 2 de 8 km, 1 de 7,4 km, 1 de 7 km, 1 de 6,3 km, 18 de 6 km, 1 de 5,3 km, 29 de 5 km e 1 de 4 km. Tenho tudo anotadinho. O recorde nos 5.000 metros é de 23min18s; nos 10.000 metros, de 49min10s.
 
A meta principal é completar a centésima corrida o quanto antes. E deve ocorrer entre janeiro e fevereiro de 2016 - depende do calendário. Feito isso, é ampliar a distância das provas gradativamente de acordo com o meu tempo para treinos, que não anda lá essas coisas. De qualquer maneira, "nunca diga nunca"; "never say never". Lá se vão cinco anos! Viva!