Eternizado! Corredor marca na pele sua vitória pessoal na Maratona do Rio de Janeiro

07/07/2017 16:42
Foto: Arquivo pessoalRafael Gonçalves/VaiCorrendo.com
 
A emoção de completar uma maratona, desafiando e percorrendo com muito suor e sacrifício cada um dos 42.195 metros, está eternizada na pele do atleta amador José Luis Francolino do Nascimento. Aos 34 anos, o corredor natural de Cajuru, radicado em Ribeirão Preto-SP, tatuou a imagem da medalha conquistada na Maratona da Cidade do Rio de Janeiro (foto ao lado).
 
No dia 18 de junho, José Luis fechou a prova carioca com o excelente tempo de 3h08min25s. Foi a primeira maratona da vida de quem, há dois anos, era completamente sedentário.
 
"Deus me deu a saúde para eu completar essa maratona. Em dois anos, com muita dedicação, consegui correr os 42 km. Era um sonho meu conhecer o Rio de Janeiro e correr uma maratona. Desde o começo eu já estava decidido que faria a medalha no meu corpo. A prova foi muito sofrida e não tinha como não gravar isso na pele", contou o corredor, que representa o time Matheus Equilíbrio/Resco Consultoria/Academia Get Gr.
 
A imagem da medalha, com o tempo obtido na maratona, foi eternizada no bíceps do braço direito do atleta, em desenho feito pelo tatuador Shaos. "A ideia era tatuar na panturrilha, mas não iria aparecer os detalhes. Então fiz no braço", explicou o atleta.
 

Foto: Arquivo pessoal

José Luis conta que jamais imaginou que um dia pudesse completar uma prova de 42 km. E conseguiu! "Quando comecei nas corridas de rua, não imaginava que eu passaria dos 5 km. O pessoal até me avisava que jajá eu estaria nos 10 km. Eu não acreditava. Eu sequer conseguia correr os 5 km."
 
De sedentário a maratonista
José Luis Francolino conseguiu eliminar 23 kg em dois anos de corrida, além de ter se tornado um maratonista. "Eu era bem sedentário. Comecei a correr pesando 91 kg e hoje peso 68 kg. São 23 kg a menos. Estou muito feliz dentro desse esporte", contou o técnico em manutenção de elevador.
 
A preparação do atleta para os 42 km começou antes mesmo de o sol nascer. "Como tenho meu serviço, a maioria dos treinos eu tive que fazer das 5h às 7h30 para tomar banho em seguida e entrar no trabalho às 8h. Treinei bastante, sempre respeitando meu corpo, e consegui", comemorou.
 
A Maratona da Cidade do Rio trouxe momentos totalmente diferentes ao atleta. E ele reconhece que "maratona não é para qualquer um". O corredor precisou superar as dores. "Foi insano, terminei com muita dor, mas é uma alegria sem explicação. Até o quilômetro 35 é uma coisa. Depois vira uma briga. O seu corpo manda você parar e a mente quer que você termine a prova", finalizou.
 
 
Fotos: Arquivo pessoal
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