Índice glicêmico dos alimentos: o segredo dos carboidratos!

07/07/2016 07:45

Nutricionista Renato Barbim*

 
Índice glicêmico (IG) é um método proposto em 1981 que se baseia no potencial de determinado alimento ou preparação em elevar a glicemia (glicose sanguínea).
 
Pessoas saudáveis têm um metabolismo que trabalha em sinergismo com a glicose, elevando-a após as refeições, porém, logo, distribuindo-a para as células como fonte principal de energia. Os principais hormônios que regulam a distribuição da glicose são a insulina e o glucacon. Atletas e praticantes de atividade física têm essa regulação extremamente apurada e durante a prática do exercício físico necessitam de níveis de glicemia sempre ideais para manter o alto desempenho. Pessoas que buscam um emagrecimento com eficiência também devem entender esse conceito, pois cortar o carboidrato não é a melhor opção, o correto é saber qual utilizar.
 
Altos IG são encontrados em alimentos como açúcar, pão branco, sucrilhos comum, tapioca, suco de caixinha, refrigerantes, entre outros. Baixos IG são encontrados em alimentos como maçã, cenoura, leite, entre outros. Médios IG compõem a maior gama de alimentos incluindo a maior parte das frutas e legumes cozidos. O processo de cocção também altera o IG do alimento, por exemplo uma batata doce cozida contém médio IG enquanto assada alto IG, devido à quebra em frações menores da cadeia de carboidratos, tornando-o mais fácil de ser absorvido.
 
Geralmente produtos industrializados contém IG elevado devido à alta concentração de açúcar e/ou farinha. A concentração de gorduras, proteínas e fibras podem alterar o IG da preparação. Por exemplo, um pão branco contém alto IG, porém quando preparado com alface, tomate e queijo fresco, o IG cai.
 
Sabendo deste conceito, recomenda-se o uso alimentos ou preparações com baixo ou médio IG ao longo do dia. Esportistas podem utilizar altos IG durante provas longas para repor rapidamente a glicose que está sendo perdida, porém deve tomar cuidado com a hipoglicemia de rebote que pode acometer a minoria.
 
Ou seja, se você busca por uma maior qualidade de vida e um emagrecimento com eficiência, tente ao máximo unir da melhor maneira todos os tipos de carboidratos de acordo com sua rotina e sempre busque pela ajuda de um nutricionista para saber quais quantidades utilizar de cada alimento.
 
Na semana passada tivemos um rápido debate sobre o tema deste blog no WhatsApp oficial do VaiCorrendo.com. O uso de sapato de salto alto pelas mulheres que gostam de correr! E aí?
 
O salto alto, independente do tamanho, pode ser a causa de futuras lesões graves. Com o salto, a anatomia do pé fica prejudicada, encurtando e sobrecarregando ossos e tendões.
 
Como o apoio do pé no solo é menor e a base fica muito instável, isso faz com que outras articulações, como joelho e coluna, tenham que se adaptar a essa nova anatomia. Dores nessas regiões, então, podem aparecer.
 
Essa dor é um sinal de que algo esta errado. Então pode ser a hora de diminuir o uso excessivo. A corrida já causa microlesões. E somada ao belo salto alto que todas as mulheres gostam... Ah, esses dois não combinam.
 
Cuide bem do seu pé! O seu pace dependente muito dele!
 
Um grande abraço e até a próxima coluna aqui no site do corredor de rua!
 
*Colunista do VaiCorrendo.com, Renato Barbim é graduado em Nutrição e Metabolismo pela USP de Ribeirão Preto e especialista em Fisiologia do Exercício pela UFSCAR de São Carlos. Atua em consultório particular assessorando atletas amadores e de alto nível que buscam alimentação saudável. É Consultor da empresa New Nutrition Suplementos. CRN-3 38322 / Contato: (16) 3625-8325
 
 

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