Zonas de treinamento e seus benefícios

25/02/2014 10:28
Prof. Aroldo Costa Neto*
 
Dando sequência à coluna da semana passada, onde discutimos um pouco sobre a importância de conhecermos os limites do nosso coração para prática de corrida e qualquer outra atividade física, hoje nossa pauta será sobre o que fazer após descobrirmos os “números limítrofes” do nosso condicionamento atual.

Muitas pessoas se dedicam aos treinamentos sem o controle de uma variável muito importante: a zona de trabalho. Este termo é utilizado para determinar a intensidade indicada para o indivíduo atingir os objetivos pessoais com o exercício físico, permitindo que não exagere nos treinamentos nem execute exercícios abaixo do esperado para obter êxito com a atividade. Quem não sabe em qual zona de trabalho deve treinar provavelmente está subestimando ou superestimando seu treinamento, o que pode distanciar o indivíduo de conquistar os seus objetivos.
 

Segundo Fernandes Filho (2003), o percentual da Frequência Cardíaca de treinamento (FCt) tem relação direta com alterações metabólicas condizentes com os seguintes benefícios:
 

ZONA DE TRABALHO

FCt(%)

Atividade leve/moderada

50 a 60%

Controle/Manutenção do peso

61 a 70%

Resistência aeróbia

71 a 80%

Resistência anaeróbia

81 a 90%

Esforço máximo

91 a 100%

Adaptado de Fernandes Filho (2003)
 

Estes dados não fornecem todas as informações necessárias. O tempo de duração do treinamento também deve ser levado em consideração, tendo visto que quão maior o percentual da FCt, menor a duração do treinamento. Para facilitar o entendimento, uma pessoa que tem o objetivo de manutenção do peso atual, por exemplo, deve treinar entre 61 e 70% da FCt durante a maior parte dos seus treinamentos semanais, números estes já descobertos com os testes descritos nas colunas anteriores.

Apesar de ser uma boa referência para quem treina sozinho, diferentes formas de treinamento podem potencializar os efeitos metabólicos da atividade, e isto deve ser prescrito pelo seu educador físico. Muitos tipos de treino possibilitam variar as zonas de trabalho e consequentemente aumentar o gasto calórico final, por exemplo.

Para finalizar, para os indivíduos que treinam com regularidade os benefícios da atividade física são muito mais evidentes e, consequentemente, a variação positiva do condicionamento também acontece mais rapidamente. Sendo assim, essas pessoas devem ser reavaliadas com maior frequência do que os “atletas de final de semana”.

Na semana que vem começaremos a discutir sobre tipos de treinamento de corrida. Forte abraço e até a próxima!

 
*Colunista do VaiCorrendo.com, Aroldo Costa Neto é fisioterapeuta e educador físico
na academia Studio F3 Corpo Inteligente, em Ribeirão Preto
CREFITO-3: 32.583 - F / CREF: 042.260 - G/SP