Correr com ou sem música? #16

31/01/2019 23:13
Por Bruno Andrade*
 
Olá, pessoal! Chegou o dia de mais um texto na Coluna Corre Comigo aqui no VaiCorrendo.com, e os amigos que acompanham o canal certamente ficam esperando a dica de "Música da Semana" para adicionar à playlist de treino ou até prova. É verdade, ou não é?
 
E apesar de cada um já ter praticamente uma opinião formada sobre o assunto, será que a música pode interferir no seu rendimento? E isso vai ser positivo ou negativo?
 
Então vamos lá. Provavelmente quem corre ouvindo música vai dizer que a ela é indispensável e que conseguiria treinar até sem o relógio, mas que sem aquele som no fone seria impossível. Mas com certeza também há aqueles que dispensam qualquer ruído durante o treino e que preferem a interação com tudo que está a sua volta.
 
O que a ciência diz sobre isso? A música sempre vai agir sobre o nosso corpo, você gostando ou não. Alguns fatores neurológicos estão diretamente ligados aos sons, vibrações emitidos e os sentimentos que são expressados. Existem fatores positivos e negativos de se correr com música, então segue aqui o que os estudos têm mostrado na relação da música com o corrida.
 
Fatores positivos
Primeiramente gostaria de dizer sobre o que há de positivo em se treinar com um sonzinho. Já de início, podemos citar o fator motivacional que lhe é produzido. Sempre tem aquele som que, quando toca, faz a gente ter vontade de sair correndo. E olha só, um estudo exclusivo com a música A Eye of The Tiger, trilha do filme Rocky Balboa, mostrou que os participantes tinham desempenho maior na musculação e no treino aeróbio quando ouviam a trilha durante a execução dos exercícios.
 
Para nós, corredores, a batida da música pode ajudar a melhorar a cadência da corrida. Sabemos que uma frequência maior de pernadas pode ajudar a melhorar o ritmo e também diminuir o risco de lesões, então criar uma playlist com BPM (batidas por minutos) próximos de 180 a 200 e tentar acompanhar com as passadas ajudaria a melhorar o nosso desempenho. 
 
Fatores negativos
Mas como na vida nem tudo são flores, obviamente há o fator negativo também. Correr na rua com os fones de ouvido, além de atrapalhar a ouvir o movimento a sua volta (e isso pode ser perigosíssimo se você estiver num local com trânsito de automóveis), também diminui a sua percepção sobre os aspectos técnicos e fisiológicos do exercício. Por exemplo, é muito mais fácil perceber a respiração e o ritmo cardíaco quando não se está ouvindo nada ou está em locais com pouco ruído.
 
No fator biomecânico, quanto menos barulho fizer a passada na fase de contato, menos impacto será gerado. Neste momento o som que devemos focar é o do pé batendo no chão, e a música pode atrapalhar.
 
E aí, corredor?! Vai incluir aquele som no treino? Ou percebeu que precisa de uns momentos de concentração? Abraços, bons treinos e até a próxima coluna aqui no VaiCorrendo.com.
 
 
*Colunista do VaiCorrendo.com, Bruno Andrade é Profissional de Educação Física (Cref 082452-G/SP), personal trainer, especialista em Fisiologia do Exercício, Treinamento Esportivo e Emagrecimento pela UFSCar, e proprietário da Corre Comigo Assessoria Esportiva.
 
(Os textos, informações e opiniões publicadas nesse espaço são de total responsabilidade do autor. Logo, não correspondem, necessariamente, o ponto de vista do VaiCorrendo.com)
 

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