Treinamento de base! Você faz? #9

04/10/2018 20:21
Por Bruno Andrade*
 
Olá, amigo corredor. Como andam os treinos? Essa semana vamos falar de um assunto que começa a ganhar importância e rumos diferentes na corrida de rua, o "Período de Base". Apesar de já reconhecida sua importância nos ciclos de treinamento, ultimamente têm se discutido se realmente é necessário realizá-lo em todo início de preparação. Vamos então conhecer um pouco mais sobre esta fase do treinamento.
 
O treinamento de base está inserido praticamente em todas as modalidades esportivas, na corrida de rua logicamente não é diferente. Nele serão trabalhadas todas as capacidades física que serão necessárias para um bom desenvolvimento do atleta durante o ano todo e, se fizer direitinho, suas chances de conseguir uma boa evolução e evitar lesões sobem muito. Neste período serão abordados aspectos técnicos, táticos e também psicológicos, podendo ser dividido em duas etapas:
 
• Fase geral: foco no desenvolvimento de força, flexibilidade, dos movimentos técnicos e também da resistência (é aquela fase dos longões intermináveis)
• Fase específica ou especial: já começamos nesse período dar alguma atenção à velocidade, exercícios explosivos e fortalecimento específico para a corrida, como por exemplo, os exercícios pliométricos (essa fase os geralmente os corredores recreacionais identificam como a fase dos pulinhos e dos caixotes).
 
Para o iniciante essa fase do treinamento é sem dúvida a mais importante, enquanto nos corredores experientes este período pode durar de 1 a 3 meses. Nos iniciantes alguns treinadores estendem a até 6 meses, mesmo em períodos mais curtos os treinadores geralmente fazem a base uma vez ao ano, mas dependendo do ciclo de competições ou de provas alvos este numero pode ser alterado.
 
O que se discute hoje em dia é se realmente é necessário a utilização do período de base em atletas experientes. Muitas vezes estes, por já terem passados por muitos ciclos de treinamento, observam-se uma manutenção do rendimento, comparada com outros ciclos, que podem ser consideradas por alguns como um atraso na evolução do atleta. Geralmente nesse caso os que defendem a exclusão dizem que evitando este retrocesso na preparação do atleta, ele consegue atingir um pico de rendimento maior, como se fosse uma evolução linear.
 
É isso galera. E você consegue identificar o período de base no seu treinamento? E o que acha de retirá-lo da periodização? Comenta aí! Um abraço e até a próxima coluna, no dia 19 de outubro.
 
 
*Colunista do VaiCorrendo.com, Bruno Andrade é Profissional de Educação Física (Cref 082452-G/SP), personal trainer, especialista em Fisiologia do Exercício, Treinamento Esportivo e Emagrecimento pela UFSCar, e proprietário da Corre Comigo Assessoria Esportiva.
 
(Os textos, informações e opiniões publicadas nesse espaço são de total responsabilidade do autor. Logo, não correspondem, necessariamente, o ponto de vista do VaiCorrendo.com)